/ before
phyllos:

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Desde pequeno eu aprendi a olhar para os dois lados antes de atravessar uma paixão. Por mais que se tenha atenção, uma vez ou outra somos atropelados.
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Ela se acha feia, inexplicavelmente ela se acha feia, e assim eu passo dias dizendo pra ela o quanto ela é bonita. Ela, linda, agradecia. E ficava achando que eu falava por educação, cortesia. No dia seguinte ela esquecia. Então escrevi no espelho, “você é linda!”. Achei que se o espelho dissesse, ela acreditaria. Ela me deu um beijo e disse bom dia. Falei durante o beijo, “linda”. Dessa vez ela não agradeceu, simplesmente riu com o canto da boca. Claro, ela já sabia.
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Você disse que ultimamente eu pareço triste no que escrevo, mas não é bem assim. O melhor da vida eu não conto, apenas sussurro, só quem está muito perto vai ouvir. A felicidade deve ser segredo, guardada com cada um e só dividida em sorrisos silenciosos, que é pra ninguém roubar. Já a tristeza: dela temos que falar, escrever, gritar! Pra ver se ela desfaz na boca e ouvido dos outros, até que ela ande por todos os cantos da cidade, volte cansada e sem lugar pra ficar.
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Essa preguiça que me dá após o almoço é a mesma que tenho quando termino um romance. Não quero nada depois, não quero chegar perto de ter o trabalho de gostar ou conquistar alguém. Quero apenas cochilar, digerir bem o que aconteceu e me dar um tempo. Um tempo para que eu posso espreguiçar com calma, sem a pressa de uma nova paixão.
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Vem amanhã. Ou nem vem. Já me acostumei sozin. Ou melhor, pensando bem, vem mês que vem. Que daqui um mês já faz dezenove mês que você não vem. E se eu não estiver, volta e vem de novo noutro mês. Quando chegar outubro, eu vou também! E a gente fica junto, igual noutra vez.
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A gente perdia horas naquele sofá, revezando entre conversas e beijos. O filme era só um pano de fundo, acho que nunca chegamos a realmente ver algum. De vez em quando olhávamos um pouco para a TV, mas logo retornávamos para mais beijos e conversas. O único momento em que parávamos era quando ela saía pra fumar. Eu esperava alguns segundos e ia atrás dela, abraçava devagar e ela continuava fumando, os dois em silêncio, como se eu não estivesse ali. Quando ela terminava, voltávamos para o mesmo sofá. Era o nosso pequeno ritual. Um abraço para cada cigarro.